domingo, 19 de setembro de 2010

87 dias de atraso

O petróleo, apesar de aparentemente arcaico, ainda é o combustível mais valioso e valorizado do mundo. Países iniciam guerras visando o controle de locais de extração. Até que provem o contrário, foi assim que iniciou a investida norte-americana no Oriente Médio. No Brasil, Lula colhe os frutos da divulgação da descoberta do pré-sal. Estados se engalfinham pelo dividendo do buraco de dinheiro líquido.

Estamos em uma Era de tecnologia evoluída, invenções para tudo, computadores etc. Mas em alguns pontos, o mundo continua tão arcaico quanto uma máquina de escrever. É o caso do maior vazamento de petróleo ocorrido este ano no Golfo do México. Agora, 87 dias depois, a empresa British Petroleum informa, orgulhosa, que conseguiu tapar o vazamento com cimento.

O resultado final: quase três meses de petróleo sendo despejado no mar. Foram 4 milhões de barris. E o prejuízo disso para o meio ambiente? Não se sabe ao certo, pois as informações são desencontradas propositalmente para proteger a economia.

Fato é que a solução demorou demais. Para quê serve toda a tecnologia, todas as invenções e inovações se, numa situação de emergência, as empresas agem como senhoras idosas mexendo num computador? Ridiculamente lerdas e ineficientes.

Vamos rezar para que a tecnologia de quem controla as usinas nucleares de geração de energia seja mais evoluída. Certamente não sobreviveríamos a 87 dias de “vazamento”.