segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tergiversando o trololó

Acabei de ver pedaços do debate entre Dilma e Serra. Apesar do bom formato adotado pela Band, dando mais tempo para que os candidatos pudessem expor suas ideias, o que vi foi um desperdício total de tempo.

Nos últimos debates, como o da Globo, Serra e Dilma estavam fugindo um do outro. Não queriam o confronto direito. Isso é fato. Os dois estão bem pontuados e um confronto mais duro pode fazer com que o eleitor perceba que eles não são candidatos perfeitos.

Um pergunta, outro não responde. O outro pergunta, o um não responde. Assim foi o debate desse domingo. Todas as questões sérias levantadas por um deles foram ignoradas pelo outro, que falava coisas ainda mais sérias que, logo depois, seriam ignoradas de novo. Ou seja, eles não querem debater.

Desligo a TV sem saber quais são as reais propostas dos dois candidatos para o país. A revista Veja foi “quase feliz” na capa da semana passada, quando estampou uma folha em branco anunciando que se tratavam das propostas dos candidatos. Serra, Dilma e Marina, realmente, não propõem nada! Digo que a Veja foi “quase feliz” porque fez questão de ignorar o Plínio. Apesar dos pesares, ele foi o único que apresentou propostas concretas: 7% do PIB para a educação, 10% para a saúde, limite de propriedade etc. Você pode não concordar, mas o fato é que ele apresentou ideias.

Vai ser duro de engolir mais trocentos “debates” como esse. Mais duro ainda será engolir um deles como nosso presidente...