segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mulheres no poder

A partir de janeiro do ano que vem, a brasileira Dilma Rousseff será a 12ª mulher a ocupar um cargo de poder na América. Ela se junta ao grupo que tem crescido de forma considerável nos últimos anos, mas ainda é pequeno, se comparado ao número de homens governantes.

Com a primeira presidente eleita do Brasil, serão cinco mulheres ocupando cargos de poder no continente. Na lista, está Cristina Kirchner, na Argentina, que agora enfrentará o desafio de governar sem o apoio do marido, Nestor Kirchner, que morreu semana passada. Aliás, a Argentina é o único país da América que teve mais de uma mulher no poder, pois em 74 Isabelita Perón governou o país depois da morte do marido, Juan Domingo Perón.

Atualmente, além de Cristina, estão no poder Laura Chinchila, da Costa Rica, a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar e a secretária de Estados dos EUA, Hillary Clinton.

Dilma enfrentará o desafio de se consolidar como uma boa governante e quebrar barreiras de gênero, como fizeram a ex-primeira ministra inglesa, Margaret Thatcher e a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, que deixou este ano o cargo com 84% de popularidade e foi escolhida como a melhor governante da história do país.

No mundo todo são cerca de 20 as mulheres que têm posições de primeiro nível, como a chanceler alemã, Angela Merkel. Um grupo restrito que tende a crescer, à medida que velhos preconceitos vão caindo e dando lugar à tão sonhada igualdade entre os gêneros.