quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mais um para a lista

O Chile, de Sabastián Piñera, é mais um país latino-americano a reconhecer a Palestina como nação livre. Segue decisões de outros, como Brasil e Argentina, por exemplo. No entanto, um ponto muito importante não é citado na decisão: as fronteiras. O ministro das Relações Exteriores chileno, Alfredo Moreno, não disse se o país reconhece ou não as fronteiras que o Estado tinha antes da Guerra dos Seis Dias, de 1967.


Nesta segunda-feira, depois de se reunir com a embaixadora da Palestina em Santiago do Chile, Moreno disse que ao reconhecer a existência do Estado Palestino ateve-se às resoluções das Nações Unidas sobre o conflito no Oriente Médio.


A embaixadora palestina, Maia Al Kaila, comentou a visita do presidente Sebastián Piñera à Faixa de Gaza, marcada para março deste ano. Ela disse que será um fato histórico e garantiu a segurança do líder chileno.


Por outro lado, Israel disse que o reconhecimento por países da América Latina de um Estado Palestino é um sinal de interferência de nações que nunca tomaram partido no conflito. O Estado judeu disputa a reivindicação pela Palestina de toda a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, territórios tomados da Jordânia na guerra de 67. As negociações de paz entre os dois lados foram interrompidas várias vezes ao longo dos anos, sendo retomadas recentemente com os Estados Unidos como intermediário.