segunda-feira, 21 de março de 2011

As tumultuadas eleições na Argentina

No último domingo a província argentina de Chubut, no sul do país, deveria ter eleito o próximo governador. A eleição de fato aconteceu, mas o resultado final ainda é uma incógnita.

Foi a segunda eleição regional deste ano na Argentina. No domingo anterior os habitantes de Catamarca, no nordeste, elegeram a senadora Lucia Corpacci. A candidata foi apoiada pela atual presidenta Cristina Fernández de Kirchner.

Já em Chubut, o candidato apoiado por CFK não venceu por uma margem de cerca de 1500 votos. Carlos Eliceche, o “candidato K”, como estão chamando os jornais argentinos, perdeu para Martín Buzzi, este apoiado pelo pré-candidato a presidência Mario Das Neves, atual governador de Chubut.

Ocorre que a contagem dos votos não terminou. Os resultados de algumas poucas mesas ainda não foram apurados. Além disso, a recontagem oficial para posterior anúncio do vencedor começa esta semana. O candidato derrotado ainda denunciou fraudes na eleição e disse que vai esperar o resultado oficial para decidir se pede a impugnação do resultado na Justiça. Os argentinos agem com a política assim como com o futebol: apaixonados. E quem tem paixão, não gosta de perder.

Trabalhando com a hipótese apontada pela primeira apuração, das 23 províncias que realizam eleições este ano, CFK ganhou uma e perdeu a outra. Importante lembrar que o possível vencedor em Chubut também é do Partido Justicialista, só que de corrente oposta à Cristina. Bom lembrar, também, que a presidenta ainda não revelou se vai concorrer à reeleição.

As eleições na Argentina começaram no início de março e podem ir até novembro, se houver segundo turno no pleito presidencial. Pelo menos até o dia 23 de outubro, data marcada para a escolha do próximo presidente, é certo que cada província vai eleger seus governadores (ou tentar, pelo menos) uma de cada vez. Um processo demorado e desgastante para os eleitores argentinos, mas, com certeza, muito emocionante!