quarta-feira, 16 de março de 2011

Esse mundo não deu certo

Esta semana, aproveitando o furor gerado pelo terremoto, tsunami e catástrofe nuclear que está acontecendo do outro lado do mundo, gostaria de dividir com vocês uma preocupação que me aflige. Quero falar sobre a nossa reação ao saber de catástrofes similares a essas. Incrivelmente, nós estamos nos acostumando a esse tipo de acontecimentos e olhando-os com normalidade, o que não pode acontecer!

Há alguns anos uma sucessão de tragédias tem ocorrido e nós ficamos sabendo de tudo graças aos meios de comunicação. Inexplicavelmente, muitos ainda têm estômago para olhar com desprezo, até certa arrogância, e poucos param para pensar no que realmente isso significa.

O mundo, minha gente, está revoltado. A natureza está respondendo às atitudes de quem dela faz um péssimo uso. No Haiti, o terremoto praticamente destruiu um país de construções pobres e mal pensadas. No Chile, além do tremor, o tsunami invadiu a terra ocupada desordeiramente pelos habitantes. No Rio de Janeiro, as encostas povoadas vieram abaixo em resposta ao desmate da floresta original e com a ajudinha do descaso das autoridades. Em São Lourenço do Sul a enxurrada levou tudo o que havia pela frente. Na Austrália, é o fogo que destrói florestas e casas. O mundo está bravo.

Desastres como esses, respostas naturais ao incompetente administrador que é o homem, não vão parar de acontecer. O que nós podemos fazer é tentar diminuir os impactos que esses fatos vão causar. E isso é uma missão muito difícil. Envolve mais do que mudanças estruturais, envolve mudanças internas em cada cidadão. E eu não gostaria de ser pessimista, apesar de perceber à minha volta que isso é praticamente impossível. Nessas horas todos os que somos capazes de enxergar o que está acontecendo temos uma visão um pouco niilista dos fatos. Esse mundo não deu certo. É preciso recomeçar. Já.