quinta-feira, 13 de outubro de 2011

ELEIÇÕES ARG: A baixa pressão de Cristina

A partir deste final de semana estarei na Argentina para, entre outras coisas, acompanhar as eleições que devem consagrar o sucesso das gestões K. Cristina Kirchner, atual presidenta, tem 55% das intenções de votos e deve ganhar já no primeiro turno. Os outros 45% se dividem em pequenas parcelas entre os outros candidatos. Nenhum deles oferece risco para a candidata K no primeiro turno.

Só que Cristina corre o risco de não poder comemorar esta vitória como gostaria. Primeiro, porque ela segue de luto já que Néstor Kirchner morreu há pouco tempo. Segundo, os constantes problemas de saúde da presidenta podem obrigá-la a ficar em repouso por mais tempo do que gostaria. Só este ano, Cristina recebeu atendimento médico três vezes por conta da pressão baixa.

Para CFK (Cristina Fernández de Kirchner), a pressão é baixa também no sentido figurado. O governo atual segue os passos do anterior, de Néstor, e tenta colocar o país nos trilhos depois dos governos desastrosos da era pós-Menem no início desse século. Como a Argentina estava quebrada, nem os opositores se sentem tão à vontade assim para cobrar do atual governo um desenvolvimento como o que aconteceu com o Brasil nos últimos 10 anos.

A Argentina já foi o grande país da América do Sul. Perdeu o posto para o Brasil e os primeiros a admitirem isso são os próprios argentinos. Conversando com alguns, a opinião é unânime: “temos que seguir os passos do Brasil!”.