sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Chile: o movimento estudantil ganha força na América Latina

Estou a caminho de Santiago do Chile, o centro efervescente do movimento estudantil que aos poucos está se multiplicando pela América Latina. A mobilização que começou na Universidad del Chile para exigir do governo de Sebastián Piñera educação superior pública e de qualidade agora se espalha por outros países com motivos parecidos.

Nesta quinta-feira aconteceram mobilizações em várias cidades, entre elas Bogotá, na Colômbia, e Montevidéu, no Uruguai. Os estudantes colombianos foram para as ruas e conseguiram reunir 20 mil pessoas. Os uruguaios, bem menos que isso: cerca de 50.

Na Colômbia os estudantes já obtiveram uma vitória importante. Fizeram com que o presidente Juan Manuel Santos retirasse do legislativo um projeto de reforma na educação. Lá eles também exigem educação pública para todos. No Uruguai, os universitários saíram apenas para apoiar os companheiros dos outros países.

O interessante de ser analisado é que os dois países onde o movimento é mais forte são governados por partidos de direita. Juan Manuel Santos, na Colômbia, e Sebastián Piñera, no Chile, são os únicos presidentes latino-americanos com discurso afinado com os Estados Unidos, por exemplo.

Nos próximos dias, de Santiago, as impressões sobre o movimento estudantil, do qual pretendo participar.