quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O câncer de Cristina

Cristina Kirchner mandou avisar que está com câncer. O tumor foi descoberto durante exames de rotina na tireoide e a presidenta vai se submeter a uma cirurgia no dia 4 de janeiro. Apenas 17 dias após iniciar o segundo mandato, CFK recebeu o diagnóstico. Amado Boudou, o jovem vice, será o presidente da Argentina durante a licença médica de Cristina.

Com o diagnóstico, a líder argentina é o quinto caso de câncer entre presidentes ou ex-presidentes da América Latina: Dilma, Chávez, Lugo, Lula e, agora, Cristina. Sobre a doença de Cristina é preciso dizer que trata-se de um tipo de câncer comum em mulheres da idade dela e praticamente curável. Em menos de um mês ela estará pronta para outra. Como não sou médico, o que me toca aqui é comentar o efeito político desse diagnóstico.

É interessante observar o tratamento que o jornal opositor Clarín está dando para a notícia. A estratégia do grupo que odeia Cristina é minimizar a doença para que a presidenta não aumente ainda mais o apoio popular que tem. Por sua vez, CFK é uma política e os políticos vivem da imagem que têm perante seus eleitores. Uma doença, por mais terrível que possa ser, também é um fato positivo politicamente e, dessa forma, será usado por ela – e com todo o direito. Basta observar o caso do ex-vice-presidente brasileiro, José Alencar, um desconhecido que se transformou em amado pela população após lutar mais de dez anos contra um câncer.