quinta-feira, 3 de maio de 2012

Em 2012, um jornalista foi assassinado a cada cinco dias

A ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF) denunciou no dia Mundial da Liberdade de Imprensa que um jornalista foi assassinado a cada cinco dias neste ano.

"Desde o início do ano, 21 jornalistas e seis blogueiros perderam a vida, sobretudo em zonas de conflito como Síria e Somália", informou a ONG em comunicado divulgado na Tunísia, local eleito neste ano pela Unesco para celebrar a data internacional.

Na nota oficial, a organização criticou os líderes que, segundo a ONG, atuaram como "predadores da imprensa" (veja lista completa aqui), e destacou o presidente sírio Bashar al Assad e as milícias somalis como "verdadeiros açougueiros". A ONG listou 41 organizações e dirigentes "hostis" à liberdade de imprensa.

O grupo islamita da Nigéria, Boko Haram, a Junta Militar que governa o Egito, o ministro da Informação da Somália, Abdulkadir Hussein Mohamed, e o dirigente da região de Nakhjichevan no Azerbaijão, Vasif Talibov, são alguns dos novos integrantes. Além disso, os serviços de inteligência do Paquistão e o novo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-um, foram incluídos.
Da Agência EFE