quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Você não viu, mas o Sandy também arrasou Cuba e Haiti

AP

A grande mídia brasileira, mais uma vez, demonstrou seu colonialismo e embarcou no 'datenismo' das redes norte-americanas na cobertura da passagem do furacão Sandy pelos Estados Unidos. No últimos dias, além de gerar piadas nas redes sociais, o furacão estampou as capas dos nossos jornalões e dominou as imagens dos nossos telejornais.

Após a tempestade, aparecem os números: em território americano, o Sandy matou 50 pessoas e deixou 6 milhões sem luz (bem menos que os nossos apagões). Assustador, mas nem tanto para um país rico acostumado a enfrentar furacões.

No último sábado o mesmo furacão passou com força total por dois lugares bem menos protegidos: Cuba e Haiti, onde pelo menos 67 pessoas morreram. Só em Santiago de Cuba, quase 50 mil casas foram destruídas. Os estragos são tão grandes que nem foram avaliados. O Sandy foi considerado "um dos mais devastadores a passar pelo país nos últimos anos".

No Haiti foi pior: com o agravante das inundações, mais de 50 pessoas morreram. O governo foi obrigado destinar US$ 6 milhões para cobrir os custos dos prejuízos causados pela passagem do furacão. Sabe-se lá quantas não tem onde morar nesse exato momento.

O governo brasileiro emitiu nota e se solidarizou com os Estados Unidos todo pimpão. Enquanto isso, a Venezuela enviava 611 toneladas de suprimentos para Cuba e para o Haiti.