quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Eleições presidenciais na América Latina em 2014

Dilma Rousseff (Brasil), Juan Manuel Santos (Colômbia), Evo Morales (Bolívia), Pepe Mujica (Uruguai), Laura Chinchila (Costa Rica), Maurício Funes (El Salvador), Ricardo Marinelli (Panamá)
O ano que começou promete ser agitado politicamente em 7 países da América Latina. Brasil, Colômbia, Uruguai, Costa Rica, Panamá, Bolívia e El Salvador terão eleições presidenciais. Pelo menos três presidentes devem ser reeleitos e quatro encerram seus mandatos deixando marcas históricas (negativas e positivas).

Quem fica
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, é favorito, assim como a presidenta Dilma Rousseff, em todas as pesquisas. Com um mandato marcado pelo início das conversas com as Farc e, ao mesmo tempo, pela manutenção dos ataques contra a guerrilha, Santos tem 36% das intenções de voto na pesquisa de dezembro. A eleição presidencial na Colômbia será no dia 25 de maio.

Na Bolívia, Evo Morales deve conquistar o terceiro mandato. Ao assumir, ele reformou a Constituição e teve um primeiro mandato de dois anos. Com isso, chega em 2014 com 8 anos de mandato e concorrerá à reeleição. Segundo as pesquisas, tem 43% das intenções de voto. Eleição: 5 de outubro.

Quem sai
Entre os quatro presidentes que encerram seus mandatos porque a legislação não permite a reeleição, a saída de Pepe Mujica da presidência do Uruguai deve ser a mais sentida. Considerado o presidente mais pobre do mundo, Mujica conquistou a simpatia de todo o mundo com seu jeito simples e com mudanças pioneiras, como a legalização do aborto, da maconha e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mujica ainda derrubou queixos com seu discurso na Assembleia da ONU. Com o nome garantido na história do Uruguai, Pepe deve dar lugar ao ex-presidente Tabaré Vázquez. Eleição: 26 de outubro.

Laura Chinchilla deixará a presidência da Costa Rica garantindo sua presença na história como primeira mulher a ocupar o cargo. Opositora do casamento gay e da legalização do aborto, ela governa com apenas 12% de aprovação – foi a pior da América Latina por dois anos consecutivos. Apesar disso, deve fazer sucessor: Johnny Araya, do mesmo partido, lidera as pesquisas para a eleição do próximo dia 2 de fevereiro.

Em El Salvador, Maurício Funes, o primeiro presidente de esquerda da história do país, encerra seu mandato. Casado com uma brasileira e muito próximo ao Partido dos Trabalhadores e ao ex-presidente Lula, Funes copiou os programais do governo brasileiro. Parece que aprendeu direitinho, pois é o governante mais popular da América Latina com 83% de aprovação. Segundo as pesquisas, Funes deve fazer sucessor: Salvador Sánchez Cerén, o vice-presidente, é o favorito para a eleição do próximo dia 2 de fevereiro.

No Panamá, Ricardo Martinelli deve passar o cargo para José Domingo Arias, da situação (direita). A eleição acontece no dia 4 de maio.